
Abri um olho e vi um raio de Sol. Fico logo todo animado com a boa notícia: está um dia bonito. É sabido como a luz influencia o nosso comportamento, no meu caso é uma relação directa que se traduz em energia, vontade, positivismo, entusiasmo e extroversão. Há um brilho na fechadura da porta esquerda do meu armário. Sempre que brilha, nem preciso de olhar através da janela, já sei: está Sol. Acredito logo que o dia vai ser bom, que te vou ver, que vamos rir, saborear o ar, a manhã. Se o ar estiver morno, melhor: pouca roupa, alguma indolência, um fare niente apodera-se de mim. Penso praia, passeio, viagens, banhos de mar, contigo de preferência, na partilha, na sardinha, num copo de vinho, numa tarde ao Sol. Acredito logo que hoje será melhor que ontem, que as coisas se compuseram, que não me tenho de ralar com isto ou aquilo, contas e dívidas, compromissos e encargos, reuniões e telefonemas, relatórios e apresentações. Penso, minto, sonho com vaga, vela, voos, sorrisos e sonho amor.
Sonho contigo e sinto-te palpitar, viva, quente e contente.
Estendo-te os braços, só estás em sonhos, mas estás porque os meus sonhos são prenúncio de uma realidade, por agora só brilha, mas depressa será cheiro, mão, festa, afago, abraço, beijo, vertigem, viagem, destino e fado.
Canto-te no duche, visto-me de luz, saio a cantarolar uma coisa antiga, uma letra de amor, talvez um Chico Buarque, com rimas e métricas assimétricas, voando pela rua acima, em busca de Sol, de cara lavada, pronto para amar e sem me importar que o mundo saiba que estou pairando na luz do teu brilho, na luz do teu amor, apenas imaginado, não dito e não pronunciado, mas que já aconteceu num dia futuro que vai chegar, eu sei porque abri um olho e vi-te num raio de Sol que brilhava no meu armário.
Sonho contigo e sinto-te palpitar, viva, quente e contente.
Estendo-te os braços, só estás em sonhos, mas estás porque os meus sonhos são prenúncio de uma realidade, por agora só brilha, mas depressa será cheiro, mão, festa, afago, abraço, beijo, vertigem, viagem, destino e fado.
Canto-te no duche, visto-me de luz, saio a cantarolar uma coisa antiga, uma letra de amor, talvez um Chico Buarque, com rimas e métricas assimétricas, voando pela rua acima, em busca de Sol, de cara lavada, pronto para amar e sem me importar que o mundo saiba que estou pairando na luz do teu brilho, na luz do teu amor, apenas imaginado, não dito e não pronunciado, mas que já aconteceu num dia futuro que vai chegar, eu sei porque abri um olho e vi-te num raio de Sol que brilhava no meu armário.