Estou furioso. Acabei de perder tudo o que laboriosamente acabara de escrever. Ao querer reformatar, seleccionei e, ZAP, gone, ALL Gone!!! Porra, Arre, chiça e por ai fora que até fiquei com vontade de chorar! 2 horas de incrível fluidez foram-se, perdidos em electrões esquecidos pelo cano abaixo: Crtl Z rápido - nada! Crtl V - pasta aí oh cabrão - nada, uma frase estúpida que cortara de um email anterior sem relevância esta - apesar de a ela presidires, - porra, depois de uma prosa lúcida, linda, inspirada, o ego inchado, o meu narcisismo no máximo - tá mesmo lindo, do caraças, baril - fodeu! Foi-se assim pelo penico electrónico. Vou parar por aqui.
Basta.
Daqui a bocado, amanhã, para o mês que vem eu explico porque via Luz! Pá tinha-o feito tão bem, Chiuf! :(
As tentativas de voo de Birdie, o pássaro cego. Narrativas do que ouviu na tentativa de se evadir e o sexto sentido :)
quarta-feira, dezembro 22, 2004
terça-feira, junho 15, 2004
O mundo equilibra-se no bico
Solto os dedos nas teclas e procuro um rumo, uma pista, uma fantasia que me dê a energia de que preciso para voar para fora, resolver para dentro e tratar de tudo o que precisa de ser tratado. Estou à rasca! É este o termo: à rasca! Provisões nada. Despensa? vazia, Perspectivas, mapas? Para onde vou? Para onde voo?
Ontem andava a ver um bocado de televisão (sim, aqui na caverna também há disso, recebe a TvCabo e tudo...), e deu uma série chamada Gideon's Crossing. Apercebi-me que é isso mesmo que se está a passar comigo - uma travessia. A minha é deste negrume, desta espessura sem forma, sem ralo, sem tampa, que não abre nem se desfaz, apenas a posso aspirar para dentro, importar esta noite e ficar com ela dentro e fora, onde a luz que a ilumina é a da minha imaginação. Se calhar a única luz que a todos anima, a luz da transcendência, é vibrátil e sensível, mas não é a do Sol. O luz do Sol resolve a vida, a materialização é o forno da forma.
Falo da luz do propósito , a luz da fé, a luz da transcendência, que é uma vibração não luminosa. Antes uma nave que nos transporta para a dimensão além do tempo, onde tudo está simultâneamendte aqui e agora, os que são, os que foram e os que serão, todos os acontecimentos são apenas um ponto multi-complexo, uma espécie de multi-dimensionalidade enrolada, um nó nas linhas do tempo, um foco do elíptico espaço pessoal. O outro foco é ocupado por mim mesmo, no negativo. Eu sou o único inimigo a única verdadeira ameaça a mim-mesmo. Se me abraçar, se me aceitar, se me autorizar a voar, este monte de penas errantes, talvez, pode ser, talvez, que as elipses da minha vida se fechem progressivamente num círculo perfeito onde alcance a graça do centro, o nó górdio da vida, o nó do tempo e sentado nessa dimensão tudo alcance, tudo saiba e mais nada tenha importância. Nem fome, nem frio, nem calor, nem vento, nem chuva, nem desejo. Nada. N A D A.
Se calhar equilibra-se o mundo no bico...
Ontem andava a ver um bocado de televisão (sim, aqui na caverna também há disso, recebe a TvCabo e tudo...), e deu uma série chamada Gideon's Crossing. Apercebi-me que é isso mesmo que se está a passar comigo - uma travessia. A minha é deste negrume, desta espessura sem forma, sem ralo, sem tampa, que não abre nem se desfaz, apenas a posso aspirar para dentro, importar esta noite e ficar com ela dentro e fora, onde a luz que a ilumina é a da minha imaginação. Se calhar a única luz que a todos anima, a luz da transcendência, é vibrátil e sensível, mas não é a do Sol. O luz do Sol resolve a vida, a materialização é o forno da forma.
Falo da luz do propósito , a luz da fé, a luz da transcendência, que é uma vibração não luminosa. Antes uma nave que nos transporta para a dimensão além do tempo, onde tudo está simultâneamendte aqui e agora, os que são, os que foram e os que serão, todos os acontecimentos são apenas um ponto multi-complexo, uma espécie de multi-dimensionalidade enrolada, um nó nas linhas do tempo, um foco do elíptico espaço pessoal. O outro foco é ocupado por mim mesmo, no negativo. Eu sou o único inimigo a única verdadeira ameaça a mim-mesmo. Se me abraçar, se me aceitar, se me autorizar a voar, este monte de penas errantes, talvez, pode ser, talvez, que as elipses da minha vida se fechem progressivamente num círculo perfeito onde alcance a graça do centro, o nó górdio da vida, o nó do tempo e sentado nessa dimensão tudo alcance, tudo saiba e mais nada tenha importância. Nem fome, nem frio, nem calor, nem vento, nem chuva, nem desejo. Nada. N A D A.
Se calhar equilibra-se o mundo no bico...
segunda-feira, maio 31, 2004
Já podes comentar!
Depois de seguir passos e instruções acho que consegui ter uma linha de comentários. Deixa lá ver...
Gostava de ter feed-back do ocasional visitante. Sempre me orienta o voo.
Obrigado
Gostava de ter feed-back do ocasional visitante. Sempre me orienta o voo.
Obrigado
quarta-feira, maio 26, 2004
A todos os meus admiradores
Tenho sido ajudado nesta aventura solitária. Sem saber como, todos os dias na minha caverna há pão quente, manteiga e CAFÉ, claro, a coisa imprescindível para mover esta carcaça e esticar as asinhas na lúcida escuridão do meu penar. Duas mugs e uma carcacita com manteiga (afinal bolinha de mistura) depois já me sinto melhor, posso sair para as minhas explorações diárias, na dúvida alucinada se a luz que vejo é apenas a escuridão colorida dos meus pensamentos ou luz verdadeira, coeva com a LUX AETERNA, fonte de tudo, da magia cósmica, luz da vida, calor dos corpos, espaço e veículo de todos os nossos passos. Lavro aqui o reconhecimento e gratidão, por esses que diaria e anonimamente me alimentam de pão fresco, estaladiço, manteiga e café fumegante e delicioso.
Antes, já laboriosos seres tinham disponibilizado água nas torneiras, quente e fria para temperar, toalhões secos, roupão turco, para efectuar as minhas abluções matinais com conforto e segurança. Dou ao botão acende-se a luz, carrego na descarga e sai água, lavo-me e perfume-me com produtos que seres invisíveis colocaram no sítio certo, no momento certo, à minha disposição. Agradeço a todos esses admiradores secretos do fundo do coração o labor deligente e paciente, anónimo, mesquinho mas imprescindível e amável de cuidarem do meu estar.
Ando com a sensação que o mundo conspira em meu favor, com todos estes anónimos admiradores que tudo fazem para me darem uma vida mais simpática, para suportar melhor esta jaula escura onde o meu cantar se perde na escuridão da caverna que me guarda, no meu vagar de pahssaro cego contra as paredes da minha vida. A única luz é interior, o único espaço para voar é o da minha imaginação. Vejo-te em sonhos e logo voo ao teu encontro. Que trago desses impalpáveis encontros? O gosto molhado dos teus olhos que, como os meus, nada vêem excepto as paredes escuras que a ambos encerra. Onde estás? Porque não posso tocar-te? Qual a palavra secreta, que SHAZAM, que ABRE-TE SÉSAMO, abre este túmulo e nos abre para a vida? Vida viva, quente, palpitante, como um coração, uma veia do pescoço ou um abraço.
Quero um abraço! Quero guardar-me em ti num regresso improvável a um útero quente e nutritivo! Acho que estou a desnascer!
O trinco da porta está aqui mesmo, debaixo das minhas mãos. Se apenas conseguisse abertá-lo e abrir para fora! Renascer, através de ti, para a vida nova e V O A R para além, depois da risca do horizonte, para o outro lado do dia, nas mãos do vento, além de mim.
Obrigado a todos, obrigado a ti que me queres bem. Para a próxima trago-te rosas dos meus passeios ao Jardim do Além.
Antes, já laboriosos seres tinham disponibilizado água nas torneiras, quente e fria para temperar, toalhões secos, roupão turco, para efectuar as minhas abluções matinais com conforto e segurança. Dou ao botão acende-se a luz, carrego na descarga e sai água, lavo-me e perfume-me com produtos que seres invisíveis colocaram no sítio certo, no momento certo, à minha disposição. Agradeço a todos esses admiradores secretos do fundo do coração o labor deligente e paciente, anónimo, mesquinho mas imprescindível e amável de cuidarem do meu estar.
Ando com a sensação que o mundo conspira em meu favor, com todos estes anónimos admiradores que tudo fazem para me darem uma vida mais simpática, para suportar melhor esta jaula escura onde o meu cantar se perde na escuridão da caverna que me guarda, no meu vagar de pahssaro cego contra as paredes da minha vida. A única luz é interior, o único espaço para voar é o da minha imaginação. Vejo-te em sonhos e logo voo ao teu encontro. Que trago desses impalpáveis encontros? O gosto molhado dos teus olhos que, como os meus, nada vêem excepto as paredes escuras que a ambos encerra. Onde estás? Porque não posso tocar-te? Qual a palavra secreta, que SHAZAM, que ABRE-TE SÉSAMO, abre este túmulo e nos abre para a vida? Vida viva, quente, palpitante, como um coração, uma veia do pescoço ou um abraço.
Quero um abraço! Quero guardar-me em ti num regresso improvável a um útero quente e nutritivo! Acho que estou a desnascer!
O trinco da porta está aqui mesmo, debaixo das minhas mãos. Se apenas conseguisse abertá-lo e abrir para fora! Renascer, através de ti, para a vida nova e V O A R para além, depois da risca do horizonte, para o outro lado do dia, nas mãos do vento, além de mim.
Obrigado a todos, obrigado a ti que me queres bem. Para a próxima trago-te rosas dos meus passeios ao Jardim do Além.
terça-feira, maio 04, 2004
Mas onde é que andaste?
Pois não sei... nem tens nada a ver com isso. Ausentei-me, pronto! Queres que te diga que fui comprar cigarros? Como não havia a marca que eu queria fui ao próximo kiosk e, indo de que kiosk em kiosk, fui ali e já vim só passaram TRÊS MESES E JÁ ESTÁS A CHATEAR, PORRA!
Voltei. Isso te deveria bastar para te consolar, para te alvoraçar, para renovar e te encher de júbilo, de alegria, de festa e de prazeres antegozados na noite das nossas núpcias renovadas. Sabes foi do café. Foram as borras cheias de ADN magnífico, de cogumelos microscópicos, que me deram esta facilidade de me transmutar e, sem saber, fugir ao tempo e inscrever-me numa oitava mais alta onde o tempo não é tempo é devir. Devim (estou assim, pró-núncio, praetor, invento e autorizo novas palavras, aguenta-me...). Arre, já não se pode dizer nada, dizia devim e já estás cheia de caretas e juízos omissos nessa caixinha de pirolitos a que chamas cabeça. Devim, dizia, outro. Sou outro. Adeus birdie, adeus prisões, voei livre e incorruptível no espaço sidério, num voo picado para lá de Urano, deixando-me atrair pelo planeta dos confins, o imprescrutável Neptuno o astro sem limites, das ilusões e dos sonhos, da dissolução do ego e da alta espiritualidade. Por isso já não sou mais eu, sou outro que não quer mais saber quem é, conduzido pela vibração trans-sidéria onde todos nos encontraremos um dia.
Contudo a palpabilidade da escrita devolve-me este concreto da gaiola que não abre, desta prisão de pedras invisíveis que não posso derrubar a não saber por um esforço de abstração, ausento-me para dentro e fujo por aí, pelo poço que se abre por dentro, dentro do ser, escalando a muralha interna, afogando-me nas águas densas e escuras do meu inconsciente, onde todas as chaves estão depositadas, mas onde todas as portas não têm fechadura, abrem-se pela invocação de mantras arcaicos, pela vibração do canto, à minha passagem insensivelmente, escancaram-se para outros planos e realidades, transmutáveis e perenes, isso as caçadas eternas, as do índio americano, do índio maia, azteca ou atlante, os sítios sonhados e cantados nas lendas, terra dos deuses e dos homens-deus, os afortunados tocados na fronte por Afrodite, a filha da espuma do Oceano.
Desafoguei-me, saí do poço, voltei para aquele espaço entre a muralha de dentro e a muralha de fora, aquela que me separa dos outros e do mundo. Afinal não fui a lado nenhum, não te queixes, estive sempre aqui, ao teu lado, apenas sentado, calado, imóvel por fora, enquanto livre vagava noutra dimensão. Não podes vir comigo, apenas poderemos encontrarmo-nos nesse plano do impalpável e do onírico se sonharmos o mesmo sonho e nele nos enlaçarmos para uma nova encarnação. Talvez possamos transcender a pedra amando-nos. Senta-te ao meu lado e não chores. Une-te à minha respiração, inspira e expira comigo, lenta e pausadamente, canta o mantra e voa comigo. Apoia as tuas costas nas minhas, vê se arranjas duas almofadas senão ficamos com os rabos dormentes, apoia-te em mim, endireita a cabeça e toca-me: a tua respiração embala a minha, o teu calor envolve o meu, a energia corre pela kundalini e abre a flor na coroa, abre-se o poço interior, abre-se o lago tranquilo, o rio interior que nos leva do Hades para fora, por algum tempo como Perséfone, para o campo dos deuses, dos cantares e do hidromel. Bebamos e cantemos, alegremo-nos: somos livres.
Voltei. Isso te deveria bastar para te consolar, para te alvoraçar, para renovar e te encher de júbilo, de alegria, de festa e de prazeres antegozados na noite das nossas núpcias renovadas. Sabes foi do café. Foram as borras cheias de ADN magnífico, de cogumelos microscópicos, que me deram esta facilidade de me transmutar e, sem saber, fugir ao tempo e inscrever-me numa oitava mais alta onde o tempo não é tempo é devir. Devim (estou assim, pró-núncio, praetor, invento e autorizo novas palavras, aguenta-me...). Arre, já não se pode dizer nada, dizia devim e já estás cheia de caretas e juízos omissos nessa caixinha de pirolitos a que chamas cabeça. Devim, dizia, outro. Sou outro. Adeus birdie, adeus prisões, voei livre e incorruptível no espaço sidério, num voo picado para lá de Urano, deixando-me atrair pelo planeta dos confins, o imprescrutável Neptuno o astro sem limites, das ilusões e dos sonhos, da dissolução do ego e da alta espiritualidade. Por isso já não sou mais eu, sou outro que não quer mais saber quem é, conduzido pela vibração trans-sidéria onde todos nos encontraremos um dia.
Contudo a palpabilidade da escrita devolve-me este concreto da gaiola que não abre, desta prisão de pedras invisíveis que não posso derrubar a não saber por um esforço de abstração, ausento-me para dentro e fujo por aí, pelo poço que se abre por dentro, dentro do ser, escalando a muralha interna, afogando-me nas águas densas e escuras do meu inconsciente, onde todas as chaves estão depositadas, mas onde todas as portas não têm fechadura, abrem-se pela invocação de mantras arcaicos, pela vibração do canto, à minha passagem insensivelmente, escancaram-se para outros planos e realidades, transmutáveis e perenes, isso as caçadas eternas, as do índio americano, do índio maia, azteca ou atlante, os sítios sonhados e cantados nas lendas, terra dos deuses e dos homens-deus, os afortunados tocados na fronte por Afrodite, a filha da espuma do Oceano.
Desafoguei-me, saí do poço, voltei para aquele espaço entre a muralha de dentro e a muralha de fora, aquela que me separa dos outros e do mundo. Afinal não fui a lado nenhum, não te queixes, estive sempre aqui, ao teu lado, apenas sentado, calado, imóvel por fora, enquanto livre vagava noutra dimensão. Não podes vir comigo, apenas poderemos encontrarmo-nos nesse plano do impalpável e do onírico se sonharmos o mesmo sonho e nele nos enlaçarmos para uma nova encarnação. Talvez possamos transcender a pedra amando-nos. Senta-te ao meu lado e não chores. Une-te à minha respiração, inspira e expira comigo, lenta e pausadamente, canta o mantra e voa comigo. Apoia as tuas costas nas minhas, vê se arranjas duas almofadas senão ficamos com os rabos dormentes, apoia-te em mim, endireita a cabeça e toca-me: a tua respiração embala a minha, o teu calor envolve o meu, a energia corre pela kundalini e abre a flor na coroa, abre-se o poço interior, abre-se o lago tranquilo, o rio interior que nos leva do Hades para fora, por algum tempo como Perséfone, para o campo dos deuses, dos cantares e do hidromel. Bebamos e cantemos, alegremo-nos: somos livres.
quarta-feira, janeiro 28, 2004
Mais café e uma explicação, se faz favor!
Foi do café ou foi do vampirismo. A verdade é que me empanturrei e fiquei num estado alterado de consciência durante longos dias. A bem dizer não estive aqui, mudei de dimensão e finalmente voei para outros paraísos de caçadas eternas (sempre gostei desta expressão aprendida nos filmes de cóbóis dos anos 60. Realmente nunca ouvi nenhum nativo dizê-la. Só actores de segunda, brancos disfarçados de índios a falar entre si, quando um dos seus tombava sob as balas justiceiras do Regimento 7 de Cavalaria, dos brancos invasores, preconceituosos, agressivos, fundamentalistas e auto-justificados dos seus actos pela Fé e a natural supremacia do Homem Branco - o bárbaro!). Está-se bem nos Paraísos das Caçadas Eternas. Aliás neles eu não sou pahssaro, nem tenho asinhas, vejo e tudo. Estava vestido à matrix, por isso, acho que isto é tudo uma ilusão provocado pela ingestão dos cogumelos microscópicos que havia no teu café. Quem nos disse aliás que no adn do mushroom não está o programa que no Matrix vemos enfiar por uma ligação directa ao bolbo raquidiano (urghh... deve D O E R...). Afinal ADN nada mais é que um programa bio sofisticado, auto replicante etc, desenvolvido no centro de investigação da vida ao longo de milhões e milhões de anos. Acho que deve estar um bocadinho mais testado que o Windows XP e dar bastante menos chatice, erros de sistema e todas aquelas tretas que o Gates nos enfia pela goela abaixo, ano após ano, para vender mais software, mais upgrades mais necessidades que não havia antes. Sei lá, quando começámos a ter PC em casa era um 386 que funcionava de maravilha e a malta fazia quase tudo o que era preciso com um mínimo de dor e, parece-me, tão bem quanto hoje. Claro não tinhas computação por objectos nem todas essas tretas que tornam os computadores lentos e imprestáveis, logo obsoletos, logo dá cá um novo cada 2 anos com mais tudo e a internet de banda larga e o caraças que a malta só pára quando ligar mente com mente sem interface, excepto a deles a GRANDE INTERFACE DE CONTROLO, que nos dirá (já diz, mas tem muitas percas, é um sistema bastante entrópico e com necessidade constante de re-energização, daí caro, e por isso é sempre preferível pôr os pobres a pagar e a dever, um sistema maravilhoso e perfeito, os que fazem são os que pagam são os que DEVEM. Genial!) dizia, que nos dirá TUDO o que precisamos de saber na versão MATRIX. Isto é, tudo menos quem somos e o que realmente estamos aqui a fazer: a dar calor à pilha, energia ao sistema e, se já não carrega, F O R A ! ! ! OVER & OUT
Câmbio: gramei os coguméis, curti que me fartei, ri e chorei. Comovi-me, amei, soltei-me da minha noite e da minha prisão do meu túmulo do meu sepultamento em vida, do constante interrogar e buscar sentido, direcção , meaning e soluções que são sempre mais escassas do que as necessidades, nesta permanente insatisfação de ser menos do que se é por ter menos do que se precisa. Absurda ilusão denunciada por todos os sábios e os Mestres, que nos dizem que tudo é ilusão e que não precisamos de fazer nada excepto respirar. Vaya filosofia! Qué bien! Así de simples...respira y ya te salvarás. Pois não, depois de beber o teu café, fantástico! Livre e liberto vi a vida a cores e diverti-me que me fartei. Afinal do que preciso é de rir, já tudo me saberá melhor. Desculpem não vos ter ligado nenhuma durante estes dias, mas estava ocupado em ser feliz.
Preciso mais um pouco desse café...
Câmbio: gramei os coguméis, curti que me fartei, ri e chorei. Comovi-me, amei, soltei-me da minha noite e da minha prisão do meu túmulo do meu sepultamento em vida, do constante interrogar e buscar sentido, direcção , meaning e soluções que são sempre mais escassas do que as necessidades, nesta permanente insatisfação de ser menos do que se é por ter menos do que se precisa. Absurda ilusão denunciada por todos os sábios e os Mestres, que nos dizem que tudo é ilusão e que não precisamos de fazer nada excepto respirar. Vaya filosofia! Qué bien! Así de simples...respira y ya te salvarás. Pois não, depois de beber o teu café, fantástico! Livre e liberto vi a vida a cores e diverti-me que me fartei. Afinal do que preciso é de rir, já tudo me saberá melhor. Desculpem não vos ter ligado nenhuma durante estes dias, mas estava ocupado em ser feliz.
Preciso mais um pouco desse café...
sexta-feira, janeiro 16, 2004
O teu sangue não sabe a café!
Amo-te: bebi o teu sangue, quente, espesso, grosso, encheu-me a garganta. Não me soube a café. I was dying for a coffee, and I didn't get one, although I could feel the sent of it! Amei o teu sangue, o grosso segredo da tua alma que nas veias te corre e que me encheu a boca, desceu pelo o meu corpo e se fez sangue nas minhas entranhas e habitou-me no espírito e na alma enquanto a minha alma de pahssaro se desfez e se perdeu. Já não sou mais eu mas tu que em mim vive! Posso abrir-me a um novo ser e ver com os teus olhos emprestados pelo teu sangue e sentir aquilo que antes não sabia sentir. Vejo cor vermelha, como nos night goggles dos soldados americanos no Iraque, vejo sombras e silhuetas e não suporto a luz. Por isso, estou aqui encerrado entre seres que AGORA reconheço o vulto e percebo onde estão, embora não os possa reconhecer neste meta-estado a que estou votado. Agora irei achar uma saída e encontrar (mas só na noite) os vultos dos quais me alimentarei transformando-os, no acto, em seres em busca da alma, da mesma forma que eu, que era pássaro passei, no purgatorio, a ser pahssaro e agora um meta-ser, uma alma, danada(?), buscando a plenitude no beijo sanguíneo de outro ser, apossando-me da sua alma que em mim corre.
Libertei-me da Winnie, do cão, do urso, dos outros seres em forma de morsa, sou eu , sou tu em mim, sou a fusão, o sangue, o sexo e o vampiro que, abrindo as asas do meu pahssaro, se evade para outra dimensão aberta na noite deste túmulo sem descerrar a lápide e se abriu neste céu escuro, denso e sanguíneo, na ante-manhã do meu novo ser.
Dá-me um café?
Libertei-me da Winnie, do cão, do urso, dos outros seres em forma de morsa, sou eu , sou tu em mim, sou a fusão, o sangue, o sexo e o vampiro que, abrindo as asas do meu pahssaro, se evade para outra dimensão aberta na noite deste túmulo sem descerrar a lápide e se abriu neste céu escuro, denso e sanguíneo, na ante-manhã do meu novo ser.
Dá-me um café?
quinta-feira, janeiro 15, 2004
Ou me dás um café ou #@@»»*+*%$#""&&&
Estou farto! Não me dás um café energúmeno? A única coisa que pode passar pelo meu biquinho é um café!!! Nesta prisão não há quem tenha café? É que já me cheirou e vocês andam todos a mangar comigo! A Winnie não ladra só resfolega, continuo nesta dúvida existencial, és cão, és a Winnie, és o que sejas, MAS PODIAS AJUDAR, dá-me um café. Sem açúcar, se faz favor, e morninho que só tenho o bico para molhar.
Dá-me um café!
Olha que eu ofereço-te umas penas para a tua almofada!
Nada
Nem assim.
Este túmulo fechou-se sobre mim. parece uma vala comum na qual só puseram uma laje. Como se sairá daqui? O meu sexto sentido diz-me que há uma saída, mas haverá?
Calou-se o urso mas a voz diz-me "trust the force". Sou filho do Darth Vader? HELP!!!
Quero um café, se é que ainda se bebe no séc. MMDXC ou lá o que seja o tempo do Darth. Vou beber-te o sangue quente grande perro resfolegante, à falta de melhor.
Eu preferia café...
Dá-me um café!
Olha que eu ofereço-te umas penas para a tua almofada!
Nada
Nem assim.
Este túmulo fechou-se sobre mim. parece uma vala comum na qual só puseram uma laje. Como se sairá daqui? O meu sexto sentido diz-me que há uma saída, mas haverá?
Calou-se o urso mas a voz diz-me "trust the force". Sou filho do Darth Vader? HELP!!!
Quero um café, se é que ainda se bebe no séc. MMDXC ou lá o que seja o tempo do Darth. Vou beber-te o sangue quente grande perro resfolegante, à falta de melhor.
Eu preferia café...
terça-feira, janeiro 13, 2004
Acabou-se a comida
Pronto, porra, agora é que é: vou morrer à fome. Nem minhoca nem caviar. As asas já não batem de fraquinhas, só consigo dar uns passinhos em círculos entrechocando com várias coisas moles e esponjosas, volumosas e fedorentas, que por aqui se arrastam. Há um urro no ar incompreensível como o som do urso. E não se cala! Já não basta ter fome, não ter onde ir, nem como me deslocar, ainda tenho que ouvir este grunhido insuportável de urso com patas pesadas. A ver se não dá comigo. Como diz a piada "quando estiveres na merda não pies". Tenho mantido o bico calado, mas gostaria de mostrar um olhar furioso, mas nesta escuridão, esta cegada, não o posso mostrar. Só posso confiar no sexto sentido!
sexta-feira, janeiro 09, 2004
It's time to go home!
Ouço esta frase na cabeça, devo tê-la ouvido em algum filme onde um personagem em dificuldades, tipo campo de prisioneiros, procura alguém depois de tomar a iniciativa de se evadir: "it's time to go home".
A questão é saber como. O que tenho à minha disposição: um par de asas, os meus sentidos, com excepção da visão, e uns companheiros indefinidos. Pode ser um cão com mau hálito, ou outra "coisa" como uma morsa, uma vitela, um porco, o ministro da propaganda do Saddam, o Saddam não deve ser mas é parecido conheci-o pelo toque áspero do bigode (aquele que apanharam e vimos na televisão não era o autêntico, era o primo), um russo depois de 5 litros de vodka, ou a Winnie Mandela. Algo que respira pesadamente e é mole, apático, sem reacção, com excepção das fauces, que também poderão ser tesouras de relva por afiar, ou até uma câmara de ar mal cheia que deixa escapar o ar quando esbarro, daí o silvo.
Pode ser um allien que ficou aqui esquecido desde o tempo dos Sumérios e a minha mãe deixou-me cá não sei porquê, já não me lembro mas isso é coisa de memória e essa não volta. A minha mãe acho que não também porque já foi há muito tempo, pelo menos no relógio interno e acelerado de pahssaro. Preciso de uma teoria depressa!!!
- a) O mundo acabou. Se acabou, acabou mesmo pronto. Mas como explicar a existência deste blog e de alguém que o alimenta e mantem em funcionamento? Como explicar estas linhas escritas com o bico? Neste teclado em Braille? Será apenas até a bateria acabar? Ou ainda estarei ligado à corrente? Se assim for poderei provocar um electrochoque no cérebro ( ou no que dele restar) da "Winnie Mandela" (começo a preferir esta designação a cão, embora seja o meu único amigo. Ao menos quer-me comer...) Pronto vou pousar, vou voltar à realidade, dura, como o chão que é de pedra. Olha, é mole, parece terra ou areia compacta! Busca, Winnie, busca! Já está a cavar. Good dog, ou whatever! Uma minhoca ia melhor que caviar. Pensando melhor, caviar ia melhor que minhoca. Se calhar terei de provocar o eletrochoque a mim mesmo. Como fazer??? Com estas asinhas descarnar os fios sem virar passarinho frito quando tocar no metal com o biquinho, oh meu deus! É mesmo o fim do mundo!
- b) O mundo não acabou!
If this not the case, where am I? and who am I? Até sei falar inglês e estou acompanhado pela Winnie Mandela, o Ministro da propaganda do Saddam transformista? é um cabaret hard gay, eu estou vestido de birdie deitado no chão com uma moka monumental depois de ter dançado durante dias e dias até se apagar a luz no meu brain. Será isto a Grande Pirâmide ou uma viagem ao mundo da Sphinx??? Help!!!! Máma? Só me lembro do teu beijinho e dizeres para não aceitar boleias de estranhos e que voltavas logo... Máma!?
Vou ressacar mais uns dias e umas noites. O cão que me lambe não é a Winnie Mandela mas um travesti enorme gordo e lascivo que, tenho a certeza, me faltou ao respeito. Estou cheio de X e vendado. Não sou cego. Mas como tenho asinhas em vez de braços como vou desatar a venda? E porque é que ninguém fala comigo? Gosto mais desta teoria mas acaba logo. Descartar.
- c) Fui abducted by aliens e estou em vida suspensa, criogénica, alimentado por tubos e com uma realidade virtual, tipo Matrix a correr dentro da mona. Convenceram-me que sou um birdie e que sou cego. Dói-me a cabeça! Vêm aí!!! Cala-te. Ai! Choquei com alguma coisa enorme dura e aguçada. Acho que me cortaram um bocado. A morsa está a lamber-me. Isto é um pesadelo. Vou dormir um bocado. "It's time to go home".
A questão é saber como. O que tenho à minha disposição: um par de asas, os meus sentidos, com excepção da visão, e uns companheiros indefinidos. Pode ser um cão com mau hálito, ou outra "coisa" como uma morsa, uma vitela, um porco, o ministro da propaganda do Saddam, o Saddam não deve ser mas é parecido conheci-o pelo toque áspero do bigode (aquele que apanharam e vimos na televisão não era o autêntico, era o primo), um russo depois de 5 litros de vodka, ou a Winnie Mandela. Algo que respira pesadamente e é mole, apático, sem reacção, com excepção das fauces, que também poderão ser tesouras de relva por afiar, ou até uma câmara de ar mal cheia que deixa escapar o ar quando esbarro, daí o silvo.
Pode ser um allien que ficou aqui esquecido desde o tempo dos Sumérios e a minha mãe deixou-me cá não sei porquê, já não me lembro mas isso é coisa de memória e essa não volta. A minha mãe acho que não também porque já foi há muito tempo, pelo menos no relógio interno e acelerado de pahssaro. Preciso de uma teoria depressa!!!
- a) O mundo acabou. Se acabou, acabou mesmo pronto. Mas como explicar a existência deste blog e de alguém que o alimenta e mantem em funcionamento? Como explicar estas linhas escritas com o bico? Neste teclado em Braille? Será apenas até a bateria acabar? Ou ainda estarei ligado à corrente? Se assim for poderei provocar um electrochoque no cérebro ( ou no que dele restar) da "Winnie Mandela" (começo a preferir esta designação a cão, embora seja o meu único amigo. Ao menos quer-me comer...) Pronto vou pousar, vou voltar à realidade, dura, como o chão que é de pedra. Olha, é mole, parece terra ou areia compacta! Busca, Winnie, busca! Já está a cavar. Good dog, ou whatever! Uma minhoca ia melhor que caviar. Pensando melhor, caviar ia melhor que minhoca. Se calhar terei de provocar o eletrochoque a mim mesmo. Como fazer??? Com estas asinhas descarnar os fios sem virar passarinho frito quando tocar no metal com o biquinho, oh meu deus! É mesmo o fim do mundo!
- b) O mundo não acabou!
If this not the case, where am I? and who am I? Até sei falar inglês e estou acompanhado pela Winnie Mandela, o Ministro da propaganda do Saddam transformista? é um cabaret hard gay, eu estou vestido de birdie deitado no chão com uma moka monumental depois de ter dançado durante dias e dias até se apagar a luz no meu brain. Será isto a Grande Pirâmide ou uma viagem ao mundo da Sphinx??? Help!!!! Máma? Só me lembro do teu beijinho e dizeres para não aceitar boleias de estranhos e que voltavas logo... Máma!?
Vou ressacar mais uns dias e umas noites. O cão que me lambe não é a Winnie Mandela mas um travesti enorme gordo e lascivo que, tenho a certeza, me faltou ao respeito. Estou cheio de X e vendado. Não sou cego. Mas como tenho asinhas em vez de braços como vou desatar a venda? E porque é que ninguém fala comigo? Gosto mais desta teoria mas acaba logo. Descartar.
- c) Fui abducted by aliens e estou em vida suspensa, criogénica, alimentado por tubos e com uma realidade virtual, tipo Matrix a correr dentro da mona. Convenceram-me que sou um birdie e que sou cego. Dói-me a cabeça! Vêm aí!!! Cala-te. Ai! Choquei com alguma coisa enorme dura e aguçada. Acho que me cortaram um bocado. A morsa está a lamber-me. Isto é um pesadelo. Vou dormir um bocado. "It's time to go home".
Dormi como um pássaro. Quer dizer às escuras e a despertar com cada bater de coração, assustado comigo mesmo. Horrível. Não consigo um sono pesado como o do cão que por aqui anda a rondar-me. Acho que ele também é cego porque só me cheira, rosna mas não me acerta. A minha técnica consiste em voar directamemte em direcção às fauces pestilentas que ele inevitavelmente fecha no momento errado. É uma besta. Eu também não sou melhor e só consigo bater as asas meia dúzia de vezes até acertar em qualquer coisa que não sei bem o que seja porque está TUDO sempre a MUDAR de lughar. Sim, de lughar, não lugar como seria razoável esperar em português aprendido nos bancos da escola da Dona Cristina, que o Senhor a guarde em boa memória, mas lughar tal como a minha recente transmutação de pessoa em pahssaro. Porque quero que me entendam aqueles de vós que por tédio ou desespero, eventualmente por busca de uma revelação nestas palavras escritas na mais absoluta escuridão, este novo Lovecraft, nesta Providence de todos os mistérios, escrevo pássaro sem o H que lhe é devido sinal, insígnia, runa salvífica, sinal de transmutação.
Há outra razão: se for aprisionado neste combate entre as trevas e a Luz (e não o inverso, como poderiam constatar se houvessem a mercê de comprovar o espesso negrume da masmorra fétida onde me encerraram), dizia se for aprisionado, não poderão reconhecer a minha patente nem origem, pondo-me ao abrigo das sevícias que, no meu horror, imagino pior que as japonesas em tempo de crueldade. Portanto referir-me-ei a mim mesmo como pássaro, sabendo que sou um pahssaro, h para os íntimos (nesta desventura talvez o cão das fauces podres).
Há outra razão: se for aprisionado neste combate entre as trevas e a Luz (e não o inverso, como poderiam constatar se houvessem a mercê de comprovar o espesso negrume da masmorra fétida onde me encerraram), dizia se for aprisionado, não poderão reconhecer a minha patente nem origem, pondo-me ao abrigo das sevícias que, no meu horror, imagino pior que as japonesas em tempo de crueldade. Portanto referir-me-ei a mim mesmo como pássaro, sabendo que sou um pahssaro, h para os íntimos (nesta desventura talvez o cão das fauces podres).
quarta-feira, janeiro 07, 2004
Qualquer coisa que não seja chocar contra as portas!
Está tudo fechado, concêntrico, asfixiante, mal consigo abrir as asas, Dou três vezes às asas e choco com alguma coisa esponjosa e com mau hálito. Não é um cão porque não me ladrou, rosnou ou pior me engoliu. Eu acho que desejo secretamente entrar-lhe pelas ventas adentro e esconder-me naquele estômago nojento e pestilento e esperar que o dog me vomite, como a Baleia fez ao Jonas. Creio que vou conseguir basta seguir o cheiro horrível do mau hálito. Aquilo com choquei à pouco deve estar meio-morto ou em coma alcoolico, porque tem um um respirar repugnante cheio de silvos e cheiro a formol. Estarei encerrado no túmulo do TUT? Dentro da grande pirâmide? O que serão estas coisas esponjosas e VIVAS contra as quais me esbarro? Não vejo nada, nunca vi nada, cresci assim CEGO, ou será que o breu é tamanho que só não vejo porque não há LUZ? Também não ouço nada, mas sei que não sou surdo. Até ouço, mas apenas o estertor repugnante de um @@@@XXX@@@ (à falta de melhor nome) que agónico fede. Cheiro pelo que vejo, e pelo que percebo distingo os bons cheiros dos maus. Se não tivesse batido tantas vezes com os cornos contra coisas duras (paredes, pedras, obstáculos, portas e outros corpos de seres que nem sei se estão vivos ou mortos), talvez ainda tivesse a memória intacta. Estou amnésico de todo. foram as pancadas na pobre moleirinha em pequenino. A única memória doce que guardo ensta escuridão foi um beijinho que a minha mãe me deu com a recomendação que me portasee bem que ela voltava logo. Mas já não sei se isso é verdade ou mentira, se calhar sou eu a consolar-me, se calhar nem nasci...
Está tudo fechado, concêntrico, asfixiante, mal consigo abrir as asas, Dou três vezes às asas e choco com alguma coisa esponjosa e com mau hálito. Não é um cão porque não me ladrou, rosnou ou pior me engoliu. Eu acho que desejo secretamente entrar-lhe pelas ventas adentro e esconder-me naquele estômago nojento e pestilento e esperar que o dog me vomite, como a Baleia fez ao Jonas. Creio que vou conseguir basta seguir o cheiro horrível do mau hálito. Aquilo com choquei à pouco deve estar meio-morto ou em coma alcoolico, porque tem um um respirar repugnante cheio de silvos e cheiro a formol. Estarei encerrado no túmulo do TUT? Dentro da grande pirâmide? O que serão estas coisas esponjosas e VIVAS contra as quais me esbarro? Não vejo nada, nunca vi nada, cresci assim CEGO, ou será que o breu é tamanho que só não vejo porque não há LUZ? Também não ouço nada, mas sei que não sou surdo. Até ouço, mas apenas o estertor repugnante de um @@@@XXX@@@ (à falta de melhor nome) que agónico fede. Cheiro pelo que vejo, e pelo que percebo distingo os bons cheiros dos maus. Se não tivesse batido tantas vezes com os cornos contra coisas duras (paredes, pedras, obstáculos, portas e outros corpos de seres que nem sei se estão vivos ou mortos), talvez ainda tivesse a memória intacta. Estou amnésico de todo. foram as pancadas na pobre moleirinha em pequenino. A única memória doce que guardo ensta escuridão foi um beijinho que a minha mãe me deu com a recomendação que me portasee bem que ela voltava logo. Mas já não sei se isso é verdade ou mentira, se calhar sou eu a consolar-me, se calhar nem nasci...
Pois é!
Toda a gente tem um e achei que era tempo de ir fazendo umas notas com vista ao tal livro que ainda não nasceu. Precisa de trabalho e de método.
O Pássaro Cego é apenas um caderno de rascunhos de ideias e tretas, bocados para coleccionar e rever depois. Vai haver de tudo, excepto disciplina. Afinal um pássaro que não vê, esbarra com as coisas, assuntos, temas, memórias e reflexões.
A ver vamos (dizia o cego...) ao que iremos.
Abraços, até futuras, esperemos regulares, actualizações!
Toda a gente tem um e achei que era tempo de ir fazendo umas notas com vista ao tal livro que ainda não nasceu. Precisa de trabalho e de método.
O Pássaro Cego é apenas um caderno de rascunhos de ideias e tretas, bocados para coleccionar e rever depois. Vai haver de tudo, excepto disciplina. Afinal um pássaro que não vê, esbarra com as coisas, assuntos, temas, memórias e reflexões.
A ver vamos (dizia o cego...) ao que iremos.
Abraços, até futuras, esperemos regulares, actualizações!
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