quarta-feira, janeiro 28, 2004

Mais café e uma explicação, se faz favor!

Foi do café ou foi do vampirismo. A verdade é que me empanturrei e fiquei num estado alterado de consciência durante longos dias. A bem dizer não estive aqui, mudei de dimensão e finalmente voei para outros paraísos de caçadas eternas (sempre gostei desta expressão aprendida nos filmes de cóbóis dos anos 60. Realmente nunca ouvi nenhum nativo dizê-la. Só actores de segunda, brancos disfarçados de índios a falar entre si, quando um dos seus tombava sob as balas justiceiras do Regimento 7 de Cavalaria, dos brancos invasores, preconceituosos, agressivos, fundamentalistas e auto-justificados dos seus actos pela Fé e a natural supremacia do Homem Branco - o bárbaro!). Está-se bem nos Paraísos das Caçadas Eternas. Aliás neles eu não sou pahssaro, nem tenho asinhas, vejo e tudo. Estava vestido à matrix, por isso, acho que isto é tudo uma ilusão provocado pela ingestão dos cogumelos microscópicos que havia no teu café. Quem nos disse aliás que no adn do mushroom não está o programa que no Matrix vemos enfiar por uma ligação directa ao bolbo raquidiano (urghh... deve D O E R...). Afinal ADN nada mais é que um programa bio sofisticado, auto replicante etc, desenvolvido no centro de investigação da vida ao longo de milhões e milhões de anos. Acho que deve estar um bocadinho mais testado que o Windows XP e dar bastante menos chatice, erros de sistema e todas aquelas tretas que o Gates nos enfia pela goela abaixo, ano após ano, para vender mais software, mais upgrades mais necessidades que não havia antes. Sei lá, quando começámos a ter PC em casa era um 386 que funcionava de maravilha e a malta fazia quase tudo o que era preciso com um mínimo de dor e, parece-me, tão bem quanto hoje. Claro não tinhas computação por objectos nem todas essas tretas que tornam os computadores lentos e imprestáveis, logo obsoletos, logo dá cá um novo cada 2 anos com mais tudo e a internet de banda larga e o caraças que a malta só pára quando ligar mente com mente sem interface, excepto a deles a GRANDE INTERFACE DE CONTROLO, que nos dirá (já diz, mas tem muitas percas, é um sistema bastante entrópico e com necessidade constante de re-energização, daí caro, e por isso é sempre preferível pôr os pobres a pagar e a dever, um sistema maravilhoso e perfeito, os que fazem são os que pagam são os que DEVEM. Genial!) dizia, que nos dirá TUDO o que precisamos de saber na versão MATRIX. Isto é, tudo menos quem somos e o que realmente estamos aqui a fazer: a dar calor à pilha, energia ao sistema e, se já não carrega, F O R A ! ! ! OVER & OUT
Câmbio: gramei os coguméis, curti que me fartei, ri e chorei. Comovi-me, amei, soltei-me da minha noite e da minha prisão do meu túmulo do meu sepultamento em vida, do constante interrogar e buscar sentido, direcção , meaning e soluções que são sempre mais escassas do que as necessidades, nesta permanente insatisfação de ser menos do que se é por ter menos do que se precisa. Absurda ilusão denunciada por todos os sábios e os Mestres, que nos dizem que tudo é ilusão e que não precisamos de fazer nada excepto respirar. Vaya filosofia! Qué bien! Así de simples...respira y ya te salvarás. Pois não, depois de beber o teu café, fantástico! Livre e liberto vi a vida a cores e diverti-me que me fartei. Afinal do que preciso é de rir, já tudo me saberá melhor. Desculpem não vos ter ligado nenhuma durante estes dias, mas estava ocupado em ser feliz.
Preciso mais um pouco desse café...

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