Amo-te: bebi o teu sangue, quente, espesso, grosso, encheu-me a garganta. Não me soube a café. I was dying for a coffee, and I didn't get one, although I could feel the sent of it! Amei o teu sangue, o grosso segredo da tua alma que nas veias te corre e que me encheu a boca, desceu pelo o meu corpo e se fez sangue nas minhas entranhas e habitou-me no espírito e na alma enquanto a minha alma de pahssaro se desfez e se perdeu. Já não sou mais eu mas tu que em mim vive! Posso abrir-me a um novo ser e ver com os teus olhos emprestados pelo teu sangue e sentir aquilo que antes não sabia sentir. Vejo cor vermelha, como nos night goggles dos soldados americanos no Iraque, vejo sombras e silhuetas e não suporto a luz. Por isso, estou aqui encerrado entre seres que AGORA reconheço o vulto e percebo onde estão, embora não os possa reconhecer neste meta-estado a que estou votado. Agora irei achar uma saída e encontrar (mas só na noite) os vultos dos quais me alimentarei transformando-os, no acto, em seres em busca da alma, da mesma forma que eu, que era pássaro passei, no purgatorio, a ser pahssaro e agora um meta-ser, uma alma, danada(?), buscando a plenitude no beijo sanguíneo de outro ser, apossando-me da sua alma que em mim corre.
Libertei-me da Winnie, do cão, do urso, dos outros seres em forma de morsa, sou eu , sou tu em mim, sou a fusão, o sangue, o sexo e o vampiro que, abrindo as asas do meu pahssaro, se evade para outra dimensão aberta na noite deste túmulo sem descerrar a lápide e se abriu neste céu escuro, denso e sanguíneo, na ante-manhã do meu novo ser.
Dá-me um café?
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